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Ainda o foro especial

O debate do foro privilegiado caminha para uma solução intermediária configurada na redução do seu alcance. Dos 22 mil incluídos no julgamento especial, apenas os presidentes de poderes continuariam com a prerrogativa, mesmo assim quando responderem por crime de responsabilidade ou matéria administrativa. Em caso penal, estariam ao alcance da primeira instância. Como tudo na política, amanhã pode mudar – para mais ou para menos.

Que erros?

Em uma roda política, dia desses, alguém comparou o comportamento do PT, a episódio em que o ex-governador do Rio, Carlos Lacerda, convidou seu vice, Raphael de Almeida Magalhães, para conversa a dois, após o expediente, em que fariam uma autocrítica da gestão de ambos. Lá chegando, Lacerda emendou conversas, contou histórias, mas ignorou a pauta que propusera.  Horas depois, levantou-se e levou Magalhães até a porta. Ao se despedir, lembrou da pauta. “Ih, nem tratamos do assunto”.  E emendou:

Brincando com fogo

A corporação política parece decidida a ir em frente com a anistia explícita ao caixa dois, possivelmente porque prefere o desgaste ao risco de sanções penais futuras. É uma relação custo-benefício discutível, que tem como premissa que mais esse desgaste pouco acrescenta ao fundo do poço.  Pode estar subestimando a reação popular, especialmente em período de sacrifícios que chegam ao corte de salários.

Retorno integral

Os R$ 17 milhões que o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, vai devolver por força do acordo com o Ministério Público, serão internados integralmente na empresa, por decisão do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal. A Procuradoria queria que 20% desse total fossem para a União e apenas 80% para a Petrobras. “Não há justificativa legal”, resumiu Teori.