A eleição e as reformas

//A eleição e as reformas

O aumento do número de prefeituras sob o comando de políticos do PSDB, bem como o de eleitores governados pelo partido, é o resultado com maior impacto trazido pelas eleições municipais para a política nacional, especialmente sobre as reformas e o processo sucessório em 2018.

Os candidatos do PSDB se valeram, sem dúvida, da onda anti-PT, desde o mensalão e a operação Lava Jato, para melhorar seu potencial de eletividade. Identificados como a antítese dos petistas, houve uma vantagem competitiva momentânea, mas de impacto limitado no tempo (até 2018, haverá o desgaste natural de ser governo, especialmente com cofres vazios, e o envolvimento do PT na Lava-Jato deve perder força enquanto narrativa de campanha).

Ou seja, o jogo para 2018 ainda está para ser jogado.

No entanto, é inegável que se abriu uma janela de oportunidade enorme para o PSDB.

Como a versão do fato quase sempre é o que prevalece na política, os tucanos ganharam discurso para pressionar o governo em pelo menos duas dimensões vitais: (i) exigir que Temer avance com as reformas, dado que, em alguns momentos, o PMDB se mostra vacilante neste intuito; (ii) se colocar em posição privilegiada para ser cabeça da chapa presidencial no caso da preservação da atual aliança partidária que sustenta a gestão Temer.

Nesse sentido, é possível dizer que as chances das reformas serem aprovadas de fato aumentaram, dado que seu maior defensor foi vitorioso e que ficou muito difícil ao PMDB não ceder ao PSDB o papel de protagonista em 2018.

 


Compartilhar: