Ainda tem mais na Petrobras

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Petrobras

A mais recente operação da Lava Jato fez menos  barulho que as anteriores, mas deixa antever novas baixas na Petrobras.

A prisão do ex-gerente Roberto Gonçalves, sucessor de Pedro Barusco (foto), preso na primeira etapa da investigação, indica que a corrupção contaminou a estrutura da empresa.

Pedro Barusco foi gerente de serviços da empresa e, sozinho, guardava algo próximo de R$ 300 milhões em paraísos fiscais.

Passou o bastão a Gonçalves que agora também está preso. Ou seja, o sistema paralelo da Petrobras tinha eficiência também para nomear suplentes sintonizados com o esquema.

Segundo a força-tarefa, Roberto Gonçalves movimentou mais de US$ 5 milhões ilicitamente no exterior, depositados em mais de quatro contas na Suíça, China e Bahamas.

A Polícia Federal já dispõe de um organograma da propina na Petrobras e concluiu que a corrupção era praticada largamente entre as gerências para respaldar as ações de cúpula.

De fato, na escala em que funcionou o “petrolão” seria ingênuo achar que o sistema se sustentaria sem a cumplicidade de escalões inferiores da empresa.

Dessa vez, a articulação com a iniciativa privada foi no mercado financeiro: a corretora Advalor é suspeita de lavar dinheiro e servir de intermediária para pagamento de propina a funcionários da Petrobras.

No período, ela teve o capital reforçado em até 120%.

Tudo leva a crer que o expurgo na Petrobras continuará na gestão meritória de Pedro Parente.

O que só mostra que é preciso pouco tempo para destruir uma economia e de muito mais para pôr abaixo um esquema de corrupção.


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